Mensagem dos Thunders of s3ts

"O Le parkour é um esporte que tem muito risco corporal, mais se você treinar, sendo prudente e conheçendo seus limites, você poderá ir longe, ou seja, use a mente para o corpo não sofrer."

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Levando a sério.

li esse texto no blog Le Parkour Brasil e achei interessante.

Modinhas?
Nem eu, nem ninguém que treina comigo, discutimos ou nos preocupamos com a moda de se fazer parkour, até agora. Estamos mais preocupados em treinar. Na verdade, conversamos principalmente sobre os treinos e sobre qualquer novidade que achamos que possa nos auxiliar em nosso caminho.
Por sermos o grupo que mais contribui para a difusão do parkour no Brasil, fomos muitas vezes à primeira referencia para futuros modinhas ou futuros traceurs. A possibilidade de se pegar algo e tratá-lo como modinha é o que acontece o tempo todo. Não é moda Yoga agora? Quantos alunos modinhas de yoga têm por ai?
Felizmente nosso mundo é para todos. O que seríamos de nós sem os modinhas? Ou, melhor, não seríamos nós modinhas?
Quem nunca foi modinha?
A motivação para praticar o parkour ou qualquer coisa é pessoal, e para cada um é diferente.

¨Assim comecei a andar de skate. Naquela época era moda e acabei me empolgando. Diria que foi uma das melhores coisas que fiz. Depois de um tempo, só queria saber de andar. Abandonei o skate alguns anos depois, mas foi um tempo muito bom.Quis ganhar um pogo-boll da minha mãe pq meus amigos tinham ganhado, não ganhei¨.

Sabe aquela frase que muita gente diz?
- Puxa, já comecei a fazer tanta coisa na vida e não terminei.Agora pense o quanto dessas coisas foram modinhas.
Temos o direito de nos interessar pelas coisas do nosso modo e não temos o direito de mudar as coisas ao nosso modo. É só isso.
Um modinha é só um modinha. Você que treina de forma séria ensine algo a ele. Transforme aquele momento em algo melhor. Não confunda iniciante com modinha, pois ele vai falar como senso comum, é claro.
Mas, e se o modinha treinar uma vez por mês, se atirar de 4 m, se machucar, não vai queimar o parkour?
Claro, mas você esperava o que?
Você nunca pegou uma bicicleta e se atirou num salto ou movimento se arriscando? Nunca se machucou e denegriu os profissionais de bike? Procure um exemplo na sua vida.
Para não sermos autoritários basta separar o joio do trigo.Na minha profissão existem maus profissionais. Assim é em todas. Nem por isso, deixamos de ir ao médico, consultar advogado, basta separar o joio do trigo.
Se os praticantes sérios forem exemplo e caso disponham-se a transmitir livremente o que sabem, acho que a missão estará cumprida.

Texto tirado de http://www.leparkourbrasil.blogspot.com/ escrito por Eduardo Bittencourt.

domingo, 22 de fevereiro de 2009

História do Le Parkour

A origem dessa arte - Le Parkour - remonta a década de 1960, durante a guerra do Vietnã, quando o soldado francês Raymond Belle utilizava o corpo para transpor obstáculos de forma rápida e fluida para resgatar feridos nas florestas fechadas do País. A inspiração veio do fisiculturismo de Georges Herbert (1875-1957), o tão conhecido método natural.Na década de 80, o filho de Raymond Belle, cujo nome é David Belle, adquirindo o conhecimento do pai, transpôs todos os movimentos e técnicas para as “ruas”, utilizando o mobiliário urbano como possíveis obstáculos. Para isso houve todo um estudo de sua parte para desenvolver o que hoje chamamos de Le Parkour.David Belle foi um jovem bastante influenciado pela história de sua família. Seu avô, pai e irmão mais velho eram bombeiros em Paris, Como bombeiros, foram sempre reconhecidos por sua coragem nos salvamentos e por suas capacidades atléticas. Inspirado por sua família e principalmente por seu pai, David foi uma criança criada nos ginásios de ginástica, treinou artes marciais e teve sempre como meta o desenvolvimento de seu corpo e a superação constante de seus medos e limites pessoais. Aos 15 anos, Belle resolve levar essa experiência para as ruas. Com seus amigos de infância, Belle se tornou o principal responsável pela criação de várias técnicas e a sistematização dessa arte do movimento.A partir de então, Belle começa a desenvolver aquilo que anos depois seria conhecido como Le Parkour. Junto a seus amigos vivenciava as influências do salvamento realizado pelos bombeiros, pelo método natural de treinar e pelas técnicas de fuga criadas na guerra do Vietnã. Fantasiavam situações de emergência onde precisariam realizar salvamentos em lugares de difícil acesso, treinavam suas mentes e corpos para superar qualquer obstáculo que encontrassem pelo caminho.Após dezessete anos, uma disciplina se concretizou e tomou a forma praticada pelas ruas de metrópoles de todo o mundo. Apesar disso, sua filosofia e técnicas ainda são muito abstratas e discutidas por seus praticantes.Quando os traceurs começam a praticar parkour muitas vezes provocam estranhamento nas pessoas. Seguidos por olhares críticos, freqüentemente reconhecidos como vândalos ou como adultos infantilizados, brincando de pular muros.